sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Talvez, eu ainda esteja afundada em meu torpor, me alimentando de coisas que me destroem em cinzas tão leves para o vento levar. De repente, as lembranças agradáveis se transformam em adagas que perfuram tão lentamente - e dolorosamente - meu coração. Tempos que eu era feliz e podia sentir o vento balançar meu cabelo e arder em meu rosto. Tempos insubstituíveis que não voltam mais, e hoje só me assombram e me prendem ao passado não muito distante. A certeza de morrer bagunça meus sentidos, me arrancando gritos que ferem até mesmo meus ouvidos. Tenho tido pesadelos sobre o futuro que se aproxima tão rápido que devora tudo, principalmente as estruturas de ferro que construí para me sustentar. Estou envelhecendo rápido demais, e minhas pernas não conseguem mover com rapidez suficiente. Tudo está estranho, frio e vazio, e eu ainda tento me convencer que só é só o inferno... e mais nada.
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