Ser mais um, seria mais um capricho da solidão.
Mais um castigo da ilusão,
que eu acreditei por tanto tempo ser verdade,
e agora me engole junto a outra história covarde
de alguém que não soube sorrir,
e deixou que lhe arrancassem o coração
antes mesmo de desistir.
Não me condenes mais uma noite nesse inferno
que queima meus pés descalços
e derrama meu sangue pelo chão.
Não me condenes nem mais um minuto a esses vermes
que me perfuram com olhares maliciosos
e ferem meus ouvidos com risadas rigorosamente desafinadas
e, no entanto, tão desconfiadas.
Meu amor, me guarde dentro do seu peito,
onde o fogo que arde meus olhos
não possa me encontrar.
Me leve para onde a hipocrisia destes corpos vazios
não possa fazer de mim casa e alimento
para proliferar.
Me guarde onde o mundo não possa me ver entrar,
e eu não possa ouvir todas essas vozes,
só a sua a me chamar
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