sábado, 30 de outubro de 2010

Ás vezes eu abraço meus joelhos tentando juntar os meus pedaços, e recoloca-los no lugar. Eu ouço o barulho da chuva cair lá fora, e encharcar minha alma. Minhas pálpebras pesam sobre os olhos, cansados e vermelhos de tanto chorar. No meu corpo estão as marcas que refletem minha solidão. Minha alma é morada da minha escuridão. Eu me controlo para não afundar em devaneios, e começar a sorrir. Estou caindo lentamente, e tenho medo da ansiedade de encostar no chão frio que encontrei dentro de mim. Eu nunca pensei que cair podia demorar tanto, mas eu espero que isso acabe logo. Não me pergunte o que aconteceu comigo, porque não consigo explicar o que acontece dentro de mim. Eu olho o vazio como se ele me preenchesse então a noite cai e os gritos voltam a me assustar. O que resta não me satisfaz. Tempos passados que não voltam mais. Eu estou caindo de novo, e agora isso me agrada. E o meu coração está quebrando novamente, desgastado de bater nesse peito inchado. Estúpido. Não entende que ele tem que parar de bater pra dor passar. O que restou, foi apenas chiclês usados por mim como se fossem algo para me confortar.

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